sábado, 14 de agosto de 2010

Adultério punido com pena de morte

     O avanço tecnológico, as novas relações internacionais entre os povos, ou a própria globalização, não impediram que em pleno século XXI, uma mulher fosse condenada por apedrejamento, por ter supostamente cometido um adultério. No antigo país dos Aiatolás, religião, cultura e poder, fundem-se num ambiente em que predominam o radicalismo e o fundamentalismo.

     A iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani foi condenada à morte pelo suposto crime de adultério. Retrato da intolerância, o caso vem ganhando repercussão no mundo todo. O filho dela, Sajjad, de 22 anos, enviou uma carta a Organização das Nações Unidas (ONU), para que o órgão intervenha no caso. Segundo a Anistia Internacional a mulher teria sido obrigada a dar uma entrevista à rede de televisão estatal iraniana, na qual admite ter conspirado para matar o marido. O governo brasileiro afirma já ter feito uma oferta formal de asilo a iraniana, mas ainda não obteve uma resposta oficial.

     É lamentável que o direito a vida seja cerceado de forma tão arbitrária. Se nos perguntamos até que ponto o direito universal pode e deve interferir no âmbito cultural e na soberania de um país, basta olharmos para a história mundial e ver quantas atrocidades foram cometidas sem que o “mundo” tomasse ma atitude. Mais uma vez indico Persepólis, para quem deseja compreender um pouco dessa cultura que já viveu tantos avanços e retrocessos.



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