terça-feira, 12 de julho de 2011

Edição recifense do Festival de Circo do Brasil começa nesta quinta

No circo tem palhaço? Tem sim senhor! É justamente nesta figura essencial para o clima mágico que contagia os pequenos e os mais crescidos embaixo da lona colorida que o Festival de Circo do Brasil direcionou seus holofotes para a edição deste ano. No Recife, o avento aporta entre os dias 4 e 7 deste mês.

Na coordenação do evento desde 2004, Danielle Hoouter explica a proposta para esse ano. "Essa edição é voltada para o clown. Buscamos selecionar números e espetáculos que tenham humor na sua essência”. Entre os convidados do evento estão expoentes desse novo perfil de palhaços contemporâneos, como é o caso do francês Dimitri Hatton, e os mais tradicionais também, como os irmãos Saúde, que iniciaram uma saga de 45 dias e quase 10 mil km levando a magia do circo pelo Brasil.

Segundo Danielle, cada edição do evento é direcionada a um conceito distinto. “No ano passado, o festival se voltou para as relações Brasil-França. Agora nosso foco são os clowns da França, da Argentina e do Brasil”. Segundo ela, a organização procurou trabalhar as várias vertentes do circo - o de rua, o de teatro, o de lona, e o contemporâneo - a partir da figura onipresente no imaginário infantil do palhaço, desde os mais extravagantes até os mais simples. Um dos destaques da programação no Recife é um espetáculo de acrobacia aérea francesa.

Por conta das limitações de orçamento e de captação de recursos, o festival deste ano será reduzido e a ediçao foi formatada em quatro dias. Cerca de 20 mil pessoas devem acompanhar a programação, de acordo com os cálculos da organização. do festival. “Nossa essência é ser itinerante e aberto ao público”, reforça Danielle. Entre os locais de apresentação dos espetáculos estão a Praça da Arsenal, os parques 13 de Maio e da Jaqueira e o zoológico de Dois Irmãos.

Na noite de abertura, a atração principal é Dimitri Hatton. Com um currículo que inclui apresentações na China e na Europa e passagem no Cirque du Soleil, Dimitri acredita que sua performance traz temas universais. A ideia do espetáculo começa com a limpeza e preparação do palco para só depois o clown entrar em cena. Nesse contexto, uma simples ação cotidiana ganha novos ares.

Segundo o palhaço, a grande proposta é ser ao mesmo tempo catastrófico e engraçado.Esta é a primeira vez de Hatton no Brasil. Ele fará três apresentações. A primeira no show de abertura e as outras duas no Teatro Apolo. Em cena, ele vive um personagem tímido e desajeitado.

Em teoria, o espetáculo é o mesmo nas três ocasiões, mas ele avisa que há muita improvisação.Segundo Danielle, a grande expectativa para e edição deste ano do festival é a companhia espanhola Res de Res, que encerra o festival trazendo uma encenação que desafia as leis da gravidade com uma performance muito contundente sobre os sem-terra.

Por Greyce Falcão/especial para o Diario 03.11.2010

Redes de TV anunciam morte de Bin Laden

Osama bin Laden, líder da rede terrorista Al Qaeda , está morto. A informação foi divulgada pela rede de televisão CNN, no fim da noite deste domingo (1º). O corpo do terrorista foi encontrado em um esconderijo nos arredores de Islamabad, capital do Paquistão. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama , fez um pronunciamento oficial, descrevendo toda a ação do serviço de inteligência norte-americano e ressaltou que a guerra contra ao terror ainda continua. Enquanto Obama fazia seu pronunciamento, milhares de norte-americanos já cercavam a Casa Branca, comemorando a morte do terrorista com gritos e bandeiras.

Osama Bin Laden é considerado o mentor intelectual dos atentados de 11 de Setembro de 2001, contra o World Trade Center em Nova York e contra o Pentágono. Ele era procurado pelo governo americano há pelo menos dez anos, e alternava seus esconderijos nas áreas de fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão.

Em discurso, o presidente Barack Obama falou como foi a ação que culminou na morte de Bin Laden. "Há quase dez anos atrás passamos pelo pior atentando da nossa história e do nosso povo. Um dia sem nuvens, numa manhã de Setembro. O que vimos foi muita destruição. Famílias inteiras ficaram devastadas. Uma cadeira vaga na mesa de jantar, crianças que deixaram de ser pais e mães.

Em 11 de Setembro o povo americano se juntou e oferecemos ao feridos o nosso sangue, o amor da nossa comunidade e lembramos de onde nós viemos. Todos ficamos unidos, como uma grande família americana. Sabemos que esses ataques foram feitos pela Al-Qaeda e liderado por Osama. Com a guerra que abriram aos Estados Unidos, nos unimos contra a Al-Qaeda para proteger nossos cidadãos. Nossos militares deram a vida por esse esforço, removendo os talibãs do Afeganistão e trabalhamos para acabar com esse mal.

Mesmo com Osama Bin Laden tendo escapado para o Paquistão, a Al-Qaeda continuou agindo. Na luta contra o terrorismo, Osama sempre foi nossa prioridade. Depois de anos de trabalho duro da nossa inteligência, nós conseguimos a vitória dentro do território paquistanês. Hoje a minha direção para os militares que lançaram essa operação, foi de era preciso coragem, determinação e muito cuidado na ação, para não matar civis. Por mais de duas décadas, Osama foi símbolo e líder da Al-Qaeda. A morte dele foi a maior conquista para derrotar a Al-Qaeda. Vamos permanecer vigilantes.

Os Estando Unidos não estão e nunca estarão em guerra contra o Islã, mas contra a Al-Qaeda e seus líderes. Até porque a Al-Qaeda matou muitos muçulmanos em suas ações em várias partes do mundo. Hoje nós ligamos para o presidente paquistanês para avisar que havíamos localizado Osama. Para confirmar que não queríamos fazer nenhuma ação contra o país, mas contra o terrorismo.

O povo americano não escolheu essa luta. Ela começou com uma matança sem sentido de nossos cidadãos. Eu sei o que é ter que enviar uma carta a uma família informando da morte de um parente querido. Não vamos tolerar que nossa segurança seja ameaçada. Estaremos ao lado de nossos amigos e aliados.

A justiça foi feita. Foi um trabalho muito duro. Várias famílias tiveram que pagar um preço muito alto. Eu queria dizer para essas famílias, que nunca vamos esquecer dos esforços que cada um deles fez. Vamos lembrar do quanto nosso país é grande. Nossa segurança ainda não está completamente garantida, mas cada um de nossos esforços será para fazer do mundo um lugar de paz. Vamos defender a justiça e a liberdade para todos. Deus os abençoe. Deus abençoe a América".

Fontes americanas ainda informaram que durante a operação que matou Osama Bin Laden, outras quatro pessoas, sendo três homens e uma mulher, também foram mortos. Um desses mortos, seria supostamente filho do terrorista. Os outros dois homens, seriam supostamente mensageiros de Bin Laden. Já a mulher, teria sido morta no momento em que era usada como escudo humano pelos terroristas. A operação durou menos de quarenta minutos.

Osama bin Mohammed bin Awad bin Laden, era considerado o terrorista mais procurado do mundo. Nascido em 10 de março de 1957, em Yeda, na Arábia Saudita, ele é tido como o fundador e líder do grupo extremista Al-Qaeda. O cadáver de Osama, que tinha 54 anos, está em poder das forças americanas. 
 
Por Greyce Falcão/especial para o Diario 02.05.2011

Mais uma explosão é registrada no centro de distribuição dos Correios

Mais um incidente envolvendo explosão foi registrado no Centro de Cartas e Encomendas dos Correios,  no bairro do Bongi. É o segundo registro do gênero ocorrido em menos de um mês.  A explosão ocorreu por volta das 18h10 de ontem e provocou princípio de incêndio e muita fumaça. Segundo Giovanni Santoro, chefe de Comunicação da Polícia Federal (PF), foram feitos os mesmos procedimentos adotados no mês passado.  Devido ao forte cheiro de pólvora percebido no local, cosméticos, bateria de celular, ou até mesmo pequenos rojões utilizados em festas juninas estão sendo apontados como possíveis causas do incêndio.

O material colhido por peritos da PF após as explosões foi enviado para o Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. Após a verificação da composição química das substâncias encontradas, os destinatários serãos rastreados. Funcionários da brigada de incêndio dos Correios  contiveram imediatamente as chamas. Ninguém ficou ferido, nem nenhum maquinário ou estrutura do edifício foi afetado.  
 
 Segundo Santoro, está descartada a possibilidade de bombas ou atentados, até porque a magnitude da explosão foi menor que a da primeira vez. "A demanda de compras na internet é muito grande, e embora exista uma legislação regulando os tipos de materiais que podem ser enviados pelos Correios, na qual expor a vida ou a saúde de outrem em perigo ou risco emimente é crime, passível de punição, muita gente ainda envia obejtos que podem conter algum tipo de substância inflamável", explicou. "O que podemos adiantar é que os dois casos são distintos e não possuem nenhuma ligação",  completou.

O material envolvido na primeira explosão está sendo periciado em Brasília, mas os peritos do Recife ainda não obtiveram retorno sobre o laudo. Não há previsão de quando as investigações serão concluídas.

Por Greyce Falcão/especial para o Diario 13.04.2011

Polícia Federal intensifica campanha do desarmamento

O atentado que matou doze crianças na escola Tasso da Silveira, em Realengo, zona Oeste do Rio de Janeiro, apressou o governo a retomar a campanha nacional pelo desarmamento anunciada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para 6 de maio.

Porém, mesmo com a interrupção da divulgação da campanha nos veículos de comunicação, a superintendência da Polícia Federal de Pernambuco garante que o recebimento das armas nunca foi interrompido. "Pelo fato de a campanha ter saído da mídia, muitas pessas pensam que a mobilização do governo e das polícias acabou, mas isso nunca aconteceu", lembra Giovanni Santoro, chefe de Comunicação da PF.

Os três pontos de entrega do estado são a sede da Polícia Federal, localizada na Avenida Martin Luther King no Bairro do Recife,  e as delegacias de Salgueiro e Caruaru. Quem quiser entregar uma arma precisa fazer um cadastro prévio da internet ndo site www.pf.gov.br e enviar seus dados pessoais,  da arma, e da contra bancária para o depósito da indenização.

Além disso, o cidadão precisa imprimir uma guia de trânsito,  que tem validade de um dia,  e levar o armamento sem munição e embalada de forma discreta. As munições também serão recebidas e encaminhadas para destruição, no entanto não terão  a  mesma  indenização  das  armas,  cujos valores - de R$ 100 a R$ 300 - variam de acordo  com o calibre.

A Polícia Federal fica aberta para a população de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. "Vamos manter o que já está estabelecido, mas poderemos autorizar organizações não governamentais, órgãos públicos, escolas e outras representações da sociedade civil a receber essas armas. Quem quiser fazer o credenciamento passará por uma análise e só então poderá se tornar um ponto recebedor de armas", completou Santoro.

Por Greyce Falcão/especial para o Diario 13.04.2011

Demolição de 38 casas evita tragédia causada pelas chuvas

A Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes concluiu hoje a demolição de trinta e oito imóveis localizados nas ruas do Sol, Primeiro de Maio e Samuel Campelo, no bairro de Socorro. As casas foram desocupadas nos dias 19 e 20 de Junho de 2010 porque estavam construídas sobre um terreno que oferecia risco de deslizamento. Todas as famílias serão indenizadas.

Segundo André de Castro, coordenador de engenharia da Defesa Civil de Jaboatão, a Prefeitura vai instalar placas de sinalização no local e evitar que novas ocupações irregulares sejam erguidas. Ele ainda informou que está fazendo o monitoramento de outras áreas de risco, mas, por enquanto, não há outras demolições agendadas. "Essa encosta possui pontos de fratura e poderia cair em cima das casas. Já não oferecia segurança aos moradores, por isso optamos pela demolição". Completa o coordenador. A Defesa Civil ainda informou que irá começar, ainda este mês, a aplicação do gel impermeabilizante nas encontas que oferecerem risco.
O primeiro teste com o gel, em Jaboatão, está previsto para esta semana, mas ainda dependerá da chegada do produto, que vem dos Estados Unidos.  Aplicado pela primeira vez no bairro de Vasco da Gama, Zona Norte do Recife, em maio de 2007, o gel protege a terra de infiltrações e é uma opção superior ao uso das lonas plásticas. O produto vai ser aplicado, inicialmente, numa encosta na estrada da luz, e outros morros estão sendo preparados para receber o gel, que é à base de bio-óleo vegetal e polímero acrílico.

Trinta e sete famílias deixaram o local. O único que se recusa a desocupar o imóvel é o desempregado Evandro Carneiro de Almeida, 34 anos. Ele alega que a mãe, proprietária legal do imóvel, recebeu o dinheiro da indenização e não repassou para ele e, por isso, não quer deixar a casa. A Defesa Civil informou que caso o morador não desocupe o último imóvel que ainda permanece parcialmente de pé, entrará em contato com o Ministério Público, para providenciar a retirada.

Por Greyce Falcão, especial para o DIARIO 17.01.2010

Festival de Circo do Brasil 2010 desembarca no Recife

O Festival de Circo do Brasil 2010 desembarca no Recife nesta quinta-feira (04), com atrações nacionais e internacionais. Patrocinado pela Petrobras, o evento apresenta desde espetáculos com as tradicionais e irresistíveis gags de palhaço, até montagens mais sofisticadas – sejam delicadas apresentações adultas e infantis, sejam grandiosas montagens ao ar livre. São 15 atrações que se revezam em mais de 30 apresentações, numa programação intensa até o domingo (07).

A abertura do Festival será realizada na Usina Dois Irmãos,  na quinta-feira, com duas atrações internacionais. O clown francês Dimitri Hatton, que já participou do Cirque du Soleil, abre a noite com Chlibèd, um espetáculo solo em que o personagem tímido e desajeitado se encontra no centro do palco por acaso e, a partir daí, as gags visuais se multiplicam para deleite da plateia. Também se apresenta o grupo belga ShakeThat, formado por cinco artistas que apresentam um espetáculo de malabarismo e comédia on the rocks. Com humor, magia e interação com o público, eles elaboram e oferecem à plateia coquetéis exóticos. Com esse espetáculo, o ShakeThat ganhou o Prêmio do Júri e do Público no Festival Internacional de Teatro de Rua (ISTF) na Bélgica.

A abertura conta ainda com a performer Sílvia Machete, uma artista com formação circense que passou mais de uma década excursionando mundo afora e, de volta ao Brasil, começou a se dedicar à música, arrancando elogios da crítica e do público. No Festival de Circo ela lança o segundo CD, Extravaganza, em que dá continuidade ao trabalho que aproxima música, circo e teatro, com humor, sensualidade e inteligência. A música é o principal personagem, mas você pode esperar por lustres voadores, show de congas, telefones que tocam, samambaias que dançam e outras surpresas. Completando o cast, Original DJ Copy nas pick-ups, para garantir animação sem hora de acabar.

SERVIÇO
Abertura do Festival de Circo do Brasil 2010
Com Dimitri Hatton (França), ShakeThat (Bélgica), Sílvia Machete (RJ) e Original DJ Copy (PE)
Quinta-feira (04/11), às 21h
Local Usina Dois Irmãos
Ingressos: R$ 30 (preço único), à venda nas lojas Avesso, Movimento e PassaDisco
Informações: 81 3268 9546 begin_of_the_skype_highlighting              81 3268 9546      end_of_the_skype_highlighting
Classificação etária: 16 anos

Por Greyce Falcão/especial para o  DIARIO 03.11.2010

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Salão Imobiliário de Pernambuco conta com imóveis a partir de R$ 70 mil

Quem ainda sonha com a casa própria pode ver o desejo virar realidade nesta semana. É que começou hoje o 4° Feirão da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), com cerca de 4 mil imóveis em oferta. O pavilhão do Centro de Convenções, em Olinda, onde ocorre o evento, recebe desta quarta-feira a domingo cerca de 20 mil visitantes.
A expectativa é que um montante de R$ 150 milhões seja negociado durante os cinco dias da feira. Para isso, 32 construtoras oferecem imóveis dos mais variados tipos: residenciais, comerciais, casas de praia, de campo e privê. E se a proposta é expor um “cardápio diverso”, os investimentos também contemplam bolsos diferentes. É possível levar a chave da nova casa própria por valores que variam entre R$ 70 mil a R$ 1 milhão.
"As pesquisas continuam apontando que o principal sonho ainda é o da casa própria, principalmente após a virada do ano. Por isso, nossa feira já está virando uma tradição nesse período. Aqui o consumidor poderá comparar preço, localidade e melhor estrutura. Qualquer pessoa pode vir procurar seu imóvel, e estando com a documentação correta, poderá sair daqui com o contrato de compra assinado", diz o presidente da Ademi-PE, Alexandre Mirinda.
E para sair de contrato assinado, o comprador deve preparar a documentação, que será utilizada na hora da compra ou apenas para fazer uma simulação: RG, CPF, além dos comprovantes de renda e de residência. A estrutura montada justifica. São três bancos e um cartório, que estará disponível para cópias de documentos e registro de contratos. Além disso, o espaço também conta com UTI móvel, praça de alimentação e espaço de recreação infantil.
Para Guilherme Caminha, 48 anos, representante de uma das construtoras que participa da feira desde a primeira edição, o evento é uma forma de divulgar as potencialidades do mercado imobiliário no Grande Recife, assim como de resorts e empreendimentos no campo. "Estamos com três empreendimentos, de dois a quatro quartos, entre 240 e 450 mil, e temos certeza de que iremos fazer bons negócios", completa.
O 4° Salão Imobiliário de Pernambuco segue até o próximo domingo (3) e funciona, até a sexta-feira, das 15h às 22h. Sábado e domingo, o horário é das 10h às 22h. A entrada é gratuita, mas depende de um cadastro, que pode ser feito pela internet, no site www.salaoimobiliariodepe.com.br, ou no local.

Por Greyce Falcão/Especial para o Diário 30.03.2011

Emlurb tira propaganda irregular do percurso do Galo

Equipes da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) iniciaram nesta terça-feira o trabalho de combate à poluição visual causada por propagandas irregulares nos polos de animação do centro do Recife, especificamente no trajeto por onde passa o desfile do Galo da Madrugada. O trabalho de remoção de cartazes, panfletos, lambe-lambes e outras publicidades segue até sexta-feira (4).

A raspagem de publicidade irregular começou pela Avenida Guararapes e segue pela Avenida Dantas Barreto, finalizando na rua Imperial. Segundo Amélia Lucena, gerente de operações e fiscalização da limpeza urbana, essa semana está sendo priorizado o corredor do Galo da Madrugada, no entanto, outras ruas do centro, como as ruas Sete de Setembro e rua do Hospício já passaram por esse tipo de limpeza.

“Sempre fazemos esse trabalho nas ruas do centro do recife, na Avenida Caxangá e em outros pontos de grande circulação, dando ênfase às paradas de ônibus, que são muito utilizadas para esse tipo de propaganda. Pessoas e empresas já foram multadas tantas vezes que passamos a encaminhar alguns casos ao ministério público”.

Para Amélia, esse tipo de serviço poderia ser evitado, caso houvesse uma conscientização por parte da população e das empresas que optam por esse tipo de propaganda, que polui a cidade o ano todo. “É um trabalho ingrato, pois quase nunca vemos o retorno, já que, poucos dias depois da remoção, voltamos a encontrar as mesmas propagandas”, completa a coordenadora.

Além da despoluição visual, a Emlurb vem fazendo nos últimos domingos que antecedem o carnaval, capinagem em boa parte do centro, além do serviço de lavagem das vias, que tem sido intensificado nos polos da rua da Moeda, do Bom Jesus, e do Pátio de São Pedro, dando ênfase nas concentrações do Carnaval.

As empresas responsáveis pela colagem irregular e reincidentes na poluição podem ser multadas pela Diretoria de Controle Urbana (Dircon), já que não existe autorização para a publicidade encontrada, pois não se trata de material educativo, e comercial.

Por Greyce Falcão/Especial para o Diário 01.03.2011

Agente morto em troca de tiros era exemplo para a corporação

Está sendo velado, na sede da Polícia Federal, o corpo do agente Jorge Washington Cavalcanti de Albuquerque, de 57 anos, morto durante troca de tiros com agentes da Polícia Civil, na BR-232, no Curado. O corpo de Jorge Washigton será sepultado às 16h, no Cemitério Parque das Flores. Segundo Giovanni Santoro, chefe de Comunicação da Polícia Federal, o agente era um exemplo de profissional, sempre disposto a ajudar os novatos. “Foi uma grande baixa pra nós da corporação, ele era uma referência pra todos os companheiros.” Santoro afirmou que todos os órgãos de segurança do estado estarão empenhados em apurar os fatos e só a conclusão do inquérito vai apurar o que aconteceu.

A investigação do caso está sendo feita pela Polícia Federal que já instaurou inquérito. No entanto, ainda não se sabe qual tipo de punição e indiciamento será feito, no caso de falha ou negligência por parte dos policiais civis. “Já recebemos o aval do Secretário de Segurança Pública para dar uma solução ao caso. Não existe mal estar entre as policias, pelo contrário, o chefe da polícia civil esteve aqui e estamos ainda mais unidos, pra que fatos como esse, não se repitam”, garante.

O chefe da comunicação ainda informou que já existe uma comunicação prévia entre as polícias. “Cruzamos os dados sobre os alvos das nossas investigações pra que sejam desmembrados e cada um fique com um caso. Nesse caso, no percurso das investigações é que houve um desencontro”, completou.

Para Isaldo Florentino de Lima, de 54 anos, o agente Jorge era mais do que um companheiro de trabalho. “Ele foi da minha turma de formação em 1978. Sempre foi muito bom no que fazia, principalmente nas operações de apreensão de maconha no sertão. Na polícia federal, foi um dos melhores amigos que fiz e vai fazer muita falta pra todos nós”. Muito emocionados, familiares não quiseram dar declarações. O corpo do agente será sepultado às 16 horas no Cemitério Parque das Flores.

Por Greyce Falcão, do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 06.01.2011

Ilha de Deus e Pacto Pela Vida ganham prêmio do AfroReggae

Um projeto comunitário surgido de uma das localidades mais pobres do Recife – a Ilha de Deus – acaba de ganhar um reconhecimento de peso pelo trabalho desenvolvido com os moradores da área. Integrantes do movimento Caranguejo-Uçá, que há mais de 10 anos lutam pela conscientização social, pela preservação ambiental e pelo combate á criminalidade, embarcam no dia 30 deste mês para o Rio de Janeiro, onde recebem prêmio Orilaxé de melhor trabalho dos movimentos sociais no Brasil no setor de comunicação comunitária.

Promovido pelo Grupo Cultural AfroReggae, o prêmio é dirigido a personalidades ou instituições que, dentro de suas áreas de atuação, contribuíram para a valorização e a divulgação da cultura afro-brasileira, a diminuição da injustiça social e para o pleno exercício da cidadania.
Para Edson Fly, um dos fundadores do projeto, o reconhecimento coroa anos de esforço. “Quando algum morador daqui fazia uma entrevista de emprego ou precisava estudar em alguma escola fora do bairro, sempre era taxado de marginal. Por isso resolvemos fazer algo diferente e romper com os conceitos pré-estabelecidos”. No início, o trabalho se resumia à leitura itinerante dos jornais do dia pelas ruas do bairro, feita com caixas de som emprestadas. “Depois surgiu a ideia da biblioteca, seguida de aulas de percussão. A gente precisava desmistificar a ideia de que os moradores da Ilha passavam fome. Nossa fome era intelectual, de formação e de informação”, lembra Fly.
Como resultado de um intercâmbio com outros grupos, surgiu o Teatro de Rua da Ilha (Trilha). A intenção, segundo Fly, era mostrar aos próprios moradores um pouco de cada um deles. Em mais de dez anos de atuação, o Caranguejo Uçá vem organizando vários projetos, como os brechós culturais, o Teça no Mangue, voltado pra estudantes e professores interessados em conhecer a Ilha sob o ponto de vista ambiental, o Tele cine debate, no qual são apresentados filmes fora do circuito comercial e a Imagem inclusiva, fruto de uma parceria com o núcleo Documento Nordeste da TV Universitária.

As parcerias também possibilitaram a realização de oficinas de artesanato, customização, corte e costura, percussão, pré-vestibular, confecção de instrumentos, confecção de bolsas, rádio, iniciação à informática e teatro para os moradores.

Para o organizador do projeto, a premiação foi uma enorme surpresa. “Não somos uma instituição, não temos verba, nem financiamento, e ainda assim conseguimos levar nosso projeto adiante. Demos um salto importante na vida social da Ilha e do Recife também”, observa Fly.

Por Greyce Falcão, especial para o DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 22-11-2010

Espaço Muda completa um ano cheio de novidades

Mudar, substituir, renovar. Com essa proposta, o Espaço Muda, agora também Experimentos em Arte, traz nova fachada, novo slogan, novo cardápio e novos projetos em seu primeiro aniversário. Nascido da ideia de um espaço para ensaio de peças e intercâmbio com outros grupos de teatro, há exatamente um ano, o ator e diretor Jorge Féo e a atriz e estilista Paulina Albuquerque inauguravam a casa.

Paulina, que também é estilista, fez algumas pesquisas na Europa, principalmente em bistrôs musicados de Berlim, e resolveu mudar o conceito para uma casa que oferecesse várias possibilidades.  Comprar uma peça num brechó, ver um espetáculo e fazer uma refeição rápida, tudo no mesmo lugar. Com o tempo, foram mudando e adaptando a estrutura da casa para alcançar o público com diversas artes. "A grande surpresa pra nós foi o abraço da cena muscial. Não esperávamos esse contato, pois nenhum de nós tem essa formação, mas  a casa hoje  recebe vários shows", conta o produtor Jorge Féo.

A casa conta com vários projetos fixos, como o Leia-se: Terça!, que é a leitura dramatizada de textos na última terça-feira de cada mês; o Curta-teatro, que traz diretores de cinema dirigindo atores de teatro em cenas curtas, e o Ensaio Aberto, voltado para apresentações musicais de modo informal e interativo com o público. Dentro do Janeiro de Grandes Espetáculos, inauguram dia 26, o projeto Quarta Bela, composto de apresentações de monógolos femininos.
Com  assinatura de Luara Lima, o bistrô do Muda também renova o cardápio e traz experimentos como o Trio de Bruschettas feitas com pão italiano e com recheios de queijo do reino tenro, geléia de morango e Parma tostado, entre outras receitas.

Outra novidade do aniversário do Muda é a inauguração da terceira fachada da casa, obra do design Mazinho Constantino, composta por um mosaico de cartazes de eventos realizados no espaço durante este primeiro ano de funcionamento. Também nesta quarta-feira, será inaugurada no local uma exposição dos figurinos de show do cantor pernambucano Gonzaga Leal, feitos pelo Estilista Lino Villaventura. A programação de aniversário começa às 20h e traz show da Banda King Size. O Espaço Muda fica na Rua do Lima, 280, em Santo Amaro.

Por Greyce Falcão, especial para o DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 19-01-11

Famílias sem-teto terão mais prazo para lutar contra desocupação

As 150 famílias de sem-teto abrigadas desde dezembro no prédio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na rua do Hospício, terão um prazo maior para tentar negociar a ocupação definitiva do prédio. O imóvel virou moradia das famílias depois que elas foram despejadas do edíficio Trianon, localizado na Avenida Guararapes.

De acordo com o diretor nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em Pernambuco, Marcos Cosmo, após reunião realizada esta manhã com Ana Maria Dias, assessora do Secretário de Articulação Social, Sileno Guedes, o prazo da reintegração de posse foi prorrogrado da próxima quinta-feira para o dia 15 de abril. Até lá, lideranças do movimento irão à Brasília negociar com o Ministério do Planejamento, e com a presidência do IBGE. No encontro, o movimento pediu garantias ao governo do estado sobre a ocupação do prédio, alegarando que o imóvel estava abandonado, servindo para abrigar viciados em drogas e marginais que praticavam pequenos roubos nas redondezas.

A reunião foi realizada após uma mobilização realizada por cerca de cem famílias ligadas ao movimento. O ato teve início às 7h30, quando os manifestantes fecharam o cruzamento da avenida Conde da Boa Vista com a rua do Hospício, queimando pneus e pedaços de madeira. O protesto deixou uma das principais vias do centro praticamente vazia e o comércio de portas fechadas por cerca de uma hora e meia. Por volta das 8h50 o trânsito local já estava normalizado. O movimento dos sem teto seguiu pela avenida Conde da Boa Vista em direção a Rua da Madre de Deus, onde houve a reunião.
"Estamos tentando há mais de quinze dias abrir um canal de negociação, pois existe um alvará de reintegração de posse que já está marcado e que ainda pede o uso da força policial para a retirada das famílias", acrescentou Jailton Serafim, um dos coordenadores do movimento. Já Arão Bezerra da Silva, coordenador estadual do movimento, adiantou que o grupo não vai desistir do diálogo, mas que não pretende sair do prédio. "Estamos a qualquer momento esperando a força policial para sermos despejados, mas estamos preparados para resistir".

As pessoas afetadas pela manifestação no centro do Recife tiveram opiniões diferentes sobre a manifestação. Para a historiadora e educadora social Inês Dias da Silva, 31 anos, apesar do transtorno, o protesto é válido. "É necessário porque é o único jeito que eles tem de serem vistos, de reivindicar. Ninguém está preocupado com essas famílias que não tem aonde morar". Já Edvaldo Pereira Lima, 38 anos, balconista de uma farmácia na Avenida Conde da Boa Vista, reclamou do prejuízo: "Todo protesto é válido, mas não pode interferir no comércio. Já ficamos os quatro dias de carnaval sem funcionar. Hoje só às 8h53 é que atendi o primeiro cliente. A farmácia deveria estar aberta desde às 7h30. Se querem protestar, devem ir pra frente do palácio porque essa paralisação é ruim para o consumidor e para o comerciante. A polícia também tem que conversar com os líderes pra não ter vandalismo e queima de pneus."

Com informações da repórter Greyce Falcão 14-03-11

Donos de cães precisam dispensar cuidados especiais aos animais na época junina

Fogos, fumaça, frio e ausência dos donos são o terror dos bichos de estimação nesta época do ano. Quem é dono de cachorro bem sabe que, ao menor estouro provocados pelos fogos de artifício comuns aos festejos juninos, é quase certo que o animal corra para dentro de casa ou procure  abrigo embaixo de alguma cama ou perto da segurança do dono. Nos bairros onde as tradições das fogueiras ainda se mantêm, o cuidado com os mascotes também deve ser redobrado. A fumaça exalada pela queima da lenha pode provocar tosse e irritação nos olhos dos animais.

O veterinário Davi Wilson Mariano Gomes explica que é preciso tomar cuidados redobrados e algumas medidas para resguardar a saúde dos cachorros nesta época. A sensibilidade auditiva dos cães é tão aguçada quanto o faro, por isso o barulho pode ser encarado como uma agressão ao animal." Os donos  podem proteger os ouvidos do seu animal com algodão e acomodá-los com segurança, fechando portas e janelas da residência, sugere o veterinário.

Para Karina Silvana, 28, dona da yorkshire Aninha, o período junino é de suplício. A estudante conta que a cadela, de 11 meses, fica muito agitada quando escuta os fogos, correndo de um lado para outro e latindo muito.

Em alguns casos, alertam os veterinários, o adestramento pode amenizar o problema, mas só em situações muito específicas. Apitos não perceptíveis ao ouvido humano são utilizados nesses treinamentos. Com isso, os cães passam a encarar o barulho como defesa ou até mesmo ignorá-lo, como ocorre com os animais utilizados pela polícia, já habituados ao som dos tiros. E

m último caso - e somente sob estrita supervisão do veterinário - o estresse excessivo causado pelo barulho dos fogos pode ser tratado com medicamentos tranquilizantes. Geralmente é empregado um anestésico oral, que relaxa e diminui a sensibilidade, atenuando o sofrimento e a irritação.

Em relação às viagens desse período, Davi explica que os animais nunca devem ser deixados sozinhos. "O cão sente muita falta do dono, é um animal interativo e precisa de cuidados". O veterinário defende que, embora o cão sinta a mudança do ambiente, o melhor lugar para deixá-lo ainda é um hotel específico, por oferecer todas as condições para que ele se sinta bem e se  socialize com outros animais.
Quem tem um animal de estimação deve ficar atento a alguns cuidados a serem tomados durante períodos de ausência, ainda que curtos.

"Além de deixá-lo num bom local, o dono deve levar a mesma alimentação que ele come em casa e deixar com o cão um brinquedo ou algum objeto familiar, para que a ausência seja atenuada. É preciso também conhecer o hotel, ver como é o tratamento oferecido e observar o comportamento do animal em convivência com pessoas estranhas e com outros bichos", completa o médico.

O frio do mês de junho também é percebido pelos animais. Embora a maioria das raças tenha a temperatura do corpo por volta de 38 graus, os de pouco pelo e pequeno porte precisam ser aquecidos com algum tipo de roupa ou agasalho, principalmente quando são submetidos a variações de temperatura, como ocorre nas viagens com destino ao interior. Já os animais maiores, como os cães de guarda, não sofrem tanto por se adaptarem bem às intempéries.

Serviço:

Bicho Mimado
Clínica Veterinária, Hotel e  Pet Shop
Endereço: Avenida Caxangá, 2020 - Madalena, Recife - PE, 50711-000
Telefone: (81) 3228 2590    (81) 3228 2590   

Por Greyce Falcão/Esp DP/D.A Press 22-06-11

Vacinação ainda é motivo de dúvida para donos de animais

A prevenção ainda é o melhor cuidado que o dono pode ter com seu animal de estimação. Vaciná-lo pode garantir proteção contra uma série de doenças capazes de afetar não só a saúde dos bichos, mas igualmente a dos humanos. Estar atento ao calendário de vacinação, garantem os veterinários, animal é o primeiro passo para assegurar bem-estar e vida longa aos pets.
O contabilista Moacyr da Nóbrega é dono da cadela Hanya, uma cocker spaniel de sete anos. "A vacinação, além de proteger o animal, protege o ambiente em que ele vive, e as pessoas que estão ao seu redor. Nesses sete anos de convivência, nunca deixei de vacinar Hanya. Por conta disso, ela nunca teve nenhum problema de saúde causado por vírus ou bactéria”, aponta.
Qualquer clínica ou pet shop com veterinário responsável está apta a imunizar os bichos. A primeira vacina deve ser administrada por volta dos 45 dias de vida dos cães e dos 60 dias no caso dos gatos ou a critério do profissional, que vai avaliar a condição do animal, suas necessidades específicas e o tipo de imunizante. Geralmente é necessário aplicar um reforço depois de um intervalo de 21 a 30 dias. Somente a partir da 3ª dose elas passam a ser aplicadas anualmente por toda a vida do animal. A vacina contra leptospirose é uma exceção, já que precisa ser administrada a cada seis meses.
Algumas raças específicas, como o rottwailer e o dobermann, podem necessitar de doses adicionais aos esquema de vacinação tradicional, pois são cães sensíveis a uma doença chamada parvovirose ou enterite canina parvoviral. A virose é contagiosa e provoca alta taxa de mortalidade - cerca de 80% - principalmente entre cães jovens e de raças puras, animais fracos e debilitados por verminoses ou outras doenças.
As principais imunizações a serem administradas aos cães, além da anti-rábica – oferecida inclusive durante campanhas gratuitas - são a polivalente óctupla, (que protege contra uma série de doenças como a cinomose, pavovirose, parainfluenza, leptospirose, hepatite, adenovirose e coronavirose) e as vacinas específicas contra a giárdia, tosse dos canis, leishmaniose e leptospirose. No caso dos felinos, pode ser aplicada a vacina tríplica (contra panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose), quádrupla (todas as anteriores mais clamidiose) ou quíntupla (todas as doenças da quádrupla mais leucemia felina). Alguns tipos de fungos também poder ser evitados com a ajuda de imunizantes.
Boa parte das doenças preveníveis por meio da vacinação são potencialmente mortais para os animais e, no caso de sobrevivência, envolvem tratamentos prolongados possíveis sequelas . “É difícil diagnosticar essas doenças, já que todas elas possuem sintomas bem parecidos como vômito e diarréia. O primeiro procedimento é realizar uma série de exames, e a partir daí prescrever os tratamentos de acordo com os resultados”, adverte o veterinário Marco Granja, da Clínica Veterinária Pet Happy.Esperar que uma doença se manifeste para procurar imunização é inútil. “Um animal doente ou sob tratamento não pode ser vacinado”, completa.
Segundo o veterinário, de 20 a 30% dos donos não têm conhecimento ou são mau orientados com relação à necessidade de vacinar seus animais, e acabam negligenciando esse cuidado tão importante para sáude dos mascotes. Ele reforça que doenças como leishmaniose e leptospirose são transmissíveis aos seres humanos, mais um motivo para não esquecer da vacinação.
Conheça as principais doenças que podem ser prevenidas com a vacinação
Cães:
Cinomose - Enfermidade infectocontagiosa aguda, sub-aguda ou crônica. A transmissão se dá por vias respiratórias e digestivas. Pode causar vômitos, diarréia, hemorragias, sintomas respiratórios e nervosos. É mais mortal do que qualquer outro vírus.
Pavovirose - Doença muitp grave e contagiosa. Pode causar a morte súbita quando afeta o coração ou provocar Vômitos, diarréias e desidratações no modo gastroentestinal.
Parainfluenza – Se manifesta como uma tosse persistente às vezes associada a pneumonia. A doença é também chamada tosse dos canis.
Leptospirose - Doença infecciosa grave que atinge homens e os animais e é causada por uma bactéria presente na urina dos ratos e camundongos.
Hepatite – Afeta o fígado e pode provocar a morte antes mesmo do aparecimento de sintomas
Adenovirose tipo I e tipo II– O adenovírus tipo 1 provoca um quadro de hepatite infecciosa e ocasionalmente pode levar à morte. O tipo 2 provoca uma infecção respiratória
Coronavirose - Doença viral com um quadro semelhante à parvovirose.
Raiva – Doença mortal em 100% dos casos e transmissível aos seres humanos.
Gatos
Panleucopenia – Provoca sintomas relacionados com o sistema digestivo: vômito, perda de apetite e diarréia com ou sem sangue. A transmissão ocorre por contato direto do animal com as fezes e urina de animais infectados no ambiente. É a doença a que mais danos ocasiona ao gato doméstico em particular no mundo inteiro e a morte pode ocorre pouco tempo depois do aparecimento dos sintomas.
Rinotraqueíte – Virose que afeta mucosas nasais, traquéia e conjuntiva e causa sintomas parecidos com uma gripe (secreção nasal, espirros, tosse e pneumonia). Oherpesvírus não é eliminado do organismo do animal após o contato e, por isso, o gato não vacinado será portador definitivo do vírus, com risco de novas manifestações.
Calicivirose – Causa problemas respiratórios nos gatos contaminados, além de provocar ferimentos na boca. O vírus é muito resistente no ambiente.
Clamidiose - É uma zoonose (doença transmissível ao ser humano) responsável por conjuntivite e sintomas respiratórios nos gatos. Caracteriza-se por uma conjuntivite crônica e rinite moderada .
Leucemia felina – Doença incurável decorrente de um vírus responsável pelo aparecimento de tumores e queda de resistência do sistema de defesa do organismo. É mais comum em animais de vida livre ou que tenham contato com gatos vadios e a vida média de um animal doente é de 2 a 3 anos após a infecção.
Por Greyce Falcão espacial para o Diariodepernambuco.com.br 27-06

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Qual é o nosso limite?

Até onde nós podemos chegar, ou até onde precisamos chegar?
Dois trabalhos, uma faculdade, uma casa, um marido, uma filha, família, amigos, irmãos...
Temos toda uma vida pra administrar e estamos o tempo todo testando nossos limites.
Nos esticamos como um elástico que está a ponto de se romper.
Somos cobradas para sermos perfeitas.
Mulher, mãe, esposa, profissional, dona de casa, parente, amiga.
Hoje vejo mulheres que abriram mão do pedreiro, do pintor, do encanador...
Fazem tudo. Compras, contas, consertos, pinturas, construções.
A sociedade nos cobra. Nós nos cobramos. E nessa cobrança infinita...
Nos esquecemos de ser feliz.
De fazer só o que gostamos e realmente queremos.
Quero a liberdade.
De acordar tarde. De comer besteira. De ir ao cinema na segunda-feira.
De fazer um arroz grudado, um feijão queimado, e bolo solado.
Sem ninguém pra reclamar.
Entendam.
Não sou super-herói.
Mas também não quero ser uma coisa só.
Quero ser muitas. Mas quero ser eu mesma sempre.
Ter minhas opiniões e atitudes. Ser coerente comingo mesma.
Por isso, de vez em quando é bom para um pouco.
E ver que precisamos impor limites a nós mesmas.
Mesmo que de vez em quando nos sintamos como um elástico a ponto de se romper.
É preciso recuar.
Pesar os prós e os contras.
Escolher o que vale a pena, e o que vai fazer bem, pra nós e pra quem está ao nosso redor.
O nosso limite é a nossa felicidade.
Você está sendo feliz com sua rotina?
Com todos os papéis que atribuiu a si mesma?
Então ponto final. Isso é o que vale.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Novas perspectivas!

Eu comentava notícias pra mim. Agora o que eu escrevo pode ser visto milhares de pessoas. Então o que escrever...

Há sonhos, que para os outros parecem bobos, pequenos... Mas que para nós são enormes...

A cada sonho realizado, é preciso buscar novos sonhos, outros projetos. Nunca estagnar, nunca estar satisfeito, esse é impeto que move todos nós, seres humanos.

Mas no meio de sonhos, textos, e dias corridos, quero ser mais leve. Rir mais, escrever bobagens engraçadas, ver o lado cômico de tudo. Isso, com certeza, me fará mais feliz.

sábado, 14 de agosto de 2010

Proibido o humor no processo eleitoral

     Desde o dia 06 de Julho, data em que a campanha eleitoral começou oficialmente, os programas de humor estão proibidos de fazer piada com os políticos. A lei eleitoral de nº 9.504/97 proíbe que emissoras de rádio e TV usem “trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação”. No caso de uma infração, a multa pode chegar a R$ 200 mil.

     Na prática, o artigo estabelece a censura nos programas humorísticos e impede que os artistas desenvolvam sua criatividade no período pré-eleitoral. Alguns programas já retiraram do ar as imitações dos presidenciáveis para evitar problemas com a Justiça. Os candidatos exigem seriedade da mídia, quando na verdade, não tratam a nossa política com seriedade depois de eleitos.

Assalto no Rio de Janeiro. Suspeitas tem entre 10 e 3 anos de idade.

     Uma mulher viciada em crack, obrigou as filhas, crianças de 10, 6 e 3 anos, a entrar num condomínio na Vila Cosmo, subúrbio do Rio de Janeiro, e tentar roubar um apartamento. De acordo com o comandante do 9º BPM, cuja equipe foi acionada para o local e conseguiu chegar a tempo de levar as crianças para a delegacia, o tenente Coronel Luiz Carlos Leal, as meninas disseram que eram obrigadas pela mãe, a assaltar residências e lojas, e, se voltassem para casa de mãos vazias, apanhavam. Segundo o oficial, uma das crianças apresentava marcas de agressão e uma cicatriz, que ela afirma ter sido causada por uma faca.

     Nos próximos três meses as meninas ficarão sob os cuidados de uma família selecionada pelo Juizado da Infância e da Juventude, até que a Justiça decida o destino das menores.

     É nessas horas que nós pensamos em tantas crianças que estão sob a guarda de pessoas irresponsáveis e que destroem a infância, e muitas vezes o futuro, de tantos inocentes que não pediram pra nascer.



Eleições 2010

     R$ 196 milhões. Parece muito dinheiro? É apenas uma das cifras que estão sendo investidas na campanha eleitoral para o mais alto cargo do poder executivo. É impensável comparar esse valor com o salário que o futuro presidente irá receber, por volta de R$ 12 mil. No Brasil, eleição rima com dinheiro, e candidatura rima com poder. E nesse jogo democrático com certa variedade de opções, as cartas já estão marcadas.

     Num nível altíssimo de interesses, quem investe, quer retorno. Quer suas reivindicações atendidas nos próximos quatro anos. E ainda que tenhamos algumas mudanças no processo eleitoral desse ano, como o projeto de lei que pretende impedir que candidatos “ficha suja” tenham o direito à candidatura, nem sempre elegemos a melhor proposta. Na maioria das vezes, ganha quem tem a melhor propaganda, os melhores aliados, os maiores horários nas TVs e Rádios.

     Não vai ser nada fácil levar honestidade e dignidade ao congresso. Mas o compromisso é de ambas as partes. Cabe a nós, eleitores, escolher com o mínimo de bom senso e coerência, quem irá conduzir nossa política, nossas leis e nossos impostos nos próximo quatro anos.



Adultério punido com pena de morte

     O avanço tecnológico, as novas relações internacionais entre os povos, ou a própria globalização, não impediram que em pleno século XXI, uma mulher fosse condenada por apedrejamento, por ter supostamente cometido um adultério. No antigo país dos Aiatolás, religião, cultura e poder, fundem-se num ambiente em que predominam o radicalismo e o fundamentalismo.

     A iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani foi condenada à morte pelo suposto crime de adultério. Retrato da intolerância, o caso vem ganhando repercussão no mundo todo. O filho dela, Sajjad, de 22 anos, enviou uma carta a Organização das Nações Unidas (ONU), para que o órgão intervenha no caso. Segundo a Anistia Internacional a mulher teria sido obrigada a dar uma entrevista à rede de televisão estatal iraniana, na qual admite ter conspirado para matar o marido. O governo brasileiro afirma já ter feito uma oferta formal de asilo a iraniana, mas ainda não obteve uma resposta oficial.

     É lamentável que o direito a vida seja cerceado de forma tão arbitrária. Se nos perguntamos até que ponto o direito universal pode e deve interferir no âmbito cultural e na soberania de um país, basta olharmos para a história mundial e ver quantas atrocidades foram cometidas sem que o “mundo” tomasse ma atitude. Mais uma vez indico Persepólis, para quem deseja compreender um pouco dessa cultura que já viveu tantos avanços e retrocessos.



Uma nova classe emerge no Brasil

     A todo o momento, pesquisas constatam o crescimento e fortalecimento da Classe C no Brasil. Seja devido as condições favoráveis da macro economia e do mercado financeiro internacional, ao controle da inflação, a geração de empregos e aos benefícios sociais, o poder de consumo dessa parcela da população tem crescido satisfatoriamente. Nos últimos anos, milhões de brasileiros saíram do campo da miserabilidade, outro fator positivo que contribuiu para esse fenômeno.

     Comem mais carne, compram mais eletrodomésticos e eletrônicos, investem mais em educação, vivem melhor. Esses brasileiros já somam 103 milhões, e a expectativa é que sejam 113 milhões daqui a quatro anos. Como resultado de um conjunto de ações já citados, as classes C e D, já superam a D em poder de consumo, revelando-se uma nova classe média, preocupada não só com a compra, mas com a qualidade do produto.

     A Classe C também invadiu o mercado virtual. De acordo com os dados divulgados pela consultoria e-bit, que reúne informações sobre e-commerce no Brasil, 60% dos novos consumidores que compram pela web, possuem renda familiar de até R$ 3 mil.

Celebridade Instantânea: a busca desenfreada pela fama

     Não há quem não seja impactado pelo fascínio que a televisão exerce sobre as pessoas. Quem já conheceu pessoalmente um estúdio de televisão sabe com mais exatidão do que eu estou falando. O “ser televisivo”, o “ser público” ou o “ser artista” despertam nas pessoas um misto de prazer, status e obsessão.

     Por outro lado, o público reconhece fácil e rapidamente esses “seres notáveis”, desde o repórter que faz matérias policiais nas periferias das cidades, até as grandes estrelas do cinema internacional. Por isso, fazer parte desse mundo fascinante e fantasioso se tornou o sonho de muita gente.

     A teoria dos quinze minutos de fama, de Andy Warhol, nunca foi tão verdadeira nos últimos dias. Realitys shows se multiplicam nas redes de televisão do mundo inteiro com os mais variados formatos. E é nessa busca, desmedida e desenfreada pela fama, que muitas pessoas destroem não só a própria imagem, como também a própria vida.

     A separação do público e do privado quase não existe mais. Seja em sites de relacionamento ou em redes sociais, pessoas expõem diariamente sua intimidade, divulgando inclusive momentos de humilhação e violência.

     Já não basta ter um bom motivo para “estar na mídia”. É preciso estar nela a qualquer custo. Tudo é utilizado como ferramenta para a exposição. Estamos cercados por todos os lados. Câmeras em toda parte, inclusive em nossos bolsos, dão visibilidade a todo tipo de episódio. E a TV que fascina, também ilude. Promove as celebridades, e esquece delas quando lhe convém. Famosos instantâneos surgem a todo o momento, e esse fenômeno perpetuado diariamente pelos meios de comunicação, poderia e deveria ceder seus “quinze minutos de fama”, a personalidades realmente importantes.



O que há de novo no Jornalismo?

     Há alguns anos, o nosso “velho e bom” Jornalismo já não é mais o mesmo. Novos campos de atuação, como a publicidade e as relações Públicas passaram a fazer parte do cotidiano de muitos profissionais, além, é claro, do advento da Internet, das assessorias, e das mudanças conceituais nas redações.

     Hoje existe uma grande variedade de opções na atuação no mercado de trabalho. Os veículos de comunicação se ampliaram, e a consolidação da Web como canal de informação atual, dinâmico e interativo, trouxe novos papéis a esse profissional que está sendo cada vez mais cobrado a pensar e ser “multimídia”.

     Escrever bem, falar bem, ter um bom conhecimento geral, uma ampla bagagem cultural, dominar as ferramentas da Internet, manter boas relações com todas as mídias, são algumas das novas exigências. Além disso, novas estéticas como o jornalismo literário e o jornalismo etnográfico tem exercido grande atração nos públicos impresso e televisivo, levando o profissional a pensar a informação como um produto dinâmico, que pode ser produzido de várias formas, mudando assim a própria maneira de pensar e conceber o Jornalismo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Provérbios jornalísticos - Do blog Desilusões Perdidas

Diga-me com quem andas que eu publicarei na revista de fofocas.

Depois da tempestade, vem a matéria de enchente.

Em terra de pessoa jurídica, quem tem carteira assinada é rei.

Quem nada deve com certeza não é jornalista.

De follow-up em follow-up o assessor de imprensa enche o saco

Aqui se faz frila, aqui não se paga.

Atrás de um grande repórter de TV, há sempre um grande produtor.

Quem indica amigo é.

A pressa é inimiga da boa apuração.

Não há folga que sempre dure, nem plantão que nunca se acabe.

Mais vale um frila na mão do que cem vagas de correspondente internacional voando.

Não adianta chorar sobre o furo tomado.

Em redação que tem estagiário bonitinho, jornalista cultural caminha de costas.

Quem tem boca vai à coletiva de imprensa filar um rango.

Devagar se perde o deadline.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Quem abandona um filho, pode criar um neto?

    A vida nos dá grandes oportunidades. Uma delas é de exercer o papel de mãe. No entanto, nem todas as mulheres “nasceram” para esse ofício. Muitas apenas cumprem o curso biológico de gerar e parir, e depois desaparecem, se eximindo de qualquer ato de amor e de responsabilidade.

    Uma filha, abandonada pela mãe, pode ter vários destinos. Uma pode ser professora, a outra “Maria chuteira”. O certo, é que quase sempre os futuros são trágicos, desorientados, desestruturados. É muito fácil querer agora, criar um neto, que ela nem queria conhecer, herdeiro de uma fortuna, quando a vida inteira, negou-se amor, afeto e presença à própria filha. Filha essa, que, abandonada com apenas cinco meses, cresceu sonhando com a fama, o sucesso, e o dinheiro, a qualquer custo. Faltou “pé no chão”, faltou conversa, faltou limite, faltou uma MÃE!!!

A Imposição da magreza e a Submissão das mulheres


    Quem foi que disse que pra ser bonita, tem que ser magra? Os desfiles de moda, as empresas de cosméticos, as clínicas de estética, os cirurgiões plásticos, as revistas de celebridade... Para onde olhamos vemos um padrão de beleza que nos é imposto de forma unânime e cruel.

     Magreza não significa saúde!. É certo que a obesidade, na maioria dos casos, pode trazer alguns riscos. Mas não é disso que estou falando. Falo da magreza excessiva, da rigorosa silhueta imposta às modelos, das roupas de manequim pequeno, das empresas que muitas vezes “vetam” as gordinhas do seu quadro de funcionários, dos estilistas que só desenham para corpos minúsculos, das revistas que exaltam a magreza nas suas capas. Falo principalmente das mulheres que fazem loucuras para se enquadrar num modelo que não é seu por natureza.

     Fazemos dietas malucas e sem acompanhamento médico, realizamos cirurgias plásticas desnecessárias, gastamos fortunas em shakes e cremes redutores, e o que é pior, nos sentimos tristes e não temos orgulhos dos nossos corpos diante do espelho.

     Buscamos um corpo que não é nosso. E os cabelos? Quantos tratamentos para alisar. Escova marroquina, inteligente, progressiva, italiana, de chocolate, de açúcar, e tantas outras. Às vezes, parece difícil admitir que somos lindas!. Vestindo 36 ou 48, com cabelo liso ou crespo, cada uma é o que é, e precisa respeitar o corpo que tem.

     Vamos nos cuidar sim. Ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, usar hidratantes, cremes, mas não precisamos ser escravas de um padrão que parte da sociedade considera ideal. Não vale a pena querer ter uma imagem que não condiz com o nosso espelho. Querer ser o que não somos, é sinônimo de baixa auto-estima e pouco amor próprio.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Pra quem ainda não conhece Asne Seierstad, vale a pena conferir!!!

     Asne Seierstad nasceu na Noruega em 1970. Jornalista, é também licenciada em Filologia Russa e Espanhola e História da Filosofia pela Universidade de Oslo. Correspondente de guerra desde 1994, cobriu diversos conflitos internacionais para meios de comunicação escandinavos, holandeses e alemães, que lhe renderam prestigiosos prêmios, entre os quais o Free Speech Award, em 2002, e o Grande Prêmio Norueguês de Jornalismo, em 2003. Escreveu os livros:
O Livreiro de Cabul

     Por ter vivido três meses com uma família afegã, na primavera de 2002, logo aós a queda do regime talibã, a jornalista norgueguesa Asne Seierstade pôde produzir esta narrativa ímpar que mostra aspectos do país que poucos estrangeiros testemunhariam. Como ocidental, mulher e hóspede de Sultan Khan, um livreiro de Cabul, obteve o privilégio de transitar entre o universo feminino e masculino de uma sociedade islâmica fundamentalista. Preso e torturado durante o regime comunista, dos mujahedin e dos talibãs, Sultan Khan teve sua livraira invadida e parte dos livros queimados, mas alimentava o sonho de ver seu acervo de 10 mil volumes sobre história e literatura afegã transformar-se mo núcleo de uma nova Biblioteca Nacional.
     Apesar da situação estável, a família do livreiro, duas mulheres, cinco filhos e parentes, dividia uma casa de quatro cômodos em uma cidade que se recuperava da guerra e de trágicos refluxos políticos. Os integrantes da família acostumaram-se à presença da autora sob uma burca. Assim, ela pôde observar relatos das rixas do clã; da exploração sexual das jovens viúvas que esperaam doações de alimentos das organizações de ajuda internacional; da adúltera sufocada com um travesseiro pelos três irmãos sobe as ordens da mãe; do exílio no Paquistão da primeira esposa de Sultan Khan, após um segundo casamento com ma moça de 16 anos; do filho adolescente do livreiro obrigado a trabalhar 12 horas por dia sem chance de estudar.
101 dias em Bagdá

     Neste livro, a autora relata o que viu e viveu em Bagdá entre os meses de janeiro e abril de 2003. Usando sua experiência como correspondente, Seierstad faz uma crônica do cotidiano na Guerra do Iraque, mostrando como vivem os iraquianos, como reagem durante os bombardeios, suas opiniões sobre o regime deposto de Saddam Hussein, as expectativas em relação ao futuro e a censura à imprensa estrangeira. Em artigos na imprensa e reportagens ao vivo para a televisão, a autora reportou os acontecimentos no Iraque antes, durante e depois dos ataques americanos e britânicos. Sempre em busca de histórias menos óbvias que as da pura e simples invasão militar, Seierstad procurou expor o universo do conflito além das manchetes.
     O resultado foi este relato de sua estada entre o povo iraquiano - um valioso e impressionante retrato da realidade. Desde o momento em que chegou a Bagdá, com um visto de dez dias, a autora estava determinada a descobrir os novos segredos daquela terra antiga e a conheceras condições reais de vida dos iraquianos. '101 Dias em Bagdá' apresenta ao leitor a vida cotidiana sob a constante ameaça de ataques - primeiro do governo iraquiano e depois dos bombardeios americanos.

     Passando do silêncio ensurdecedor da era de Saddam Hussein às explosões que interromperam o fornecimento de eletricidade, água e outros serviços essenciais no país, Seierstad revela o que acontece às pessoas diante de situações-limite - do que sentem mais falta quando seu mundo se transforma numcampo de guerra? O que denunciam quando não há censura? A autora traz à vida um elenco de personagens inesquecíveis - o burocrata responsável pelo atendimento aos jornalistas estrangeiros, Uday al-Tay; Zahra, mãe de três filhos; Aliya, guia e intérprete que se tornou amigo. Ao confiar em uma mulher européia sem roteiro preestabelecido, esses e outros iraquianos desabafam e narram acontecimentos jamais reportados nos jornais e redes de televisão.

As Crianças de Grozni

     Nas primeiras horas de 1994, tropas russas invadiram a Tchetchênia, levando o país a um prolongado e violento conflito. Como correspondente internacional em Moscou naquela época, Åsne Seierstad viajou regularmente à Tchetchênia para fazer reportagens sobre a guerra e descrever os seus efeitos sobre aqueles que tentavam viver normalmente, apesar das circunstâncias desfavoráveis. Na década seguinte, Seierstad tornou-se uma autora internacionalmente conhecida e viajou aos Bálcãs, ao Afeganistão, ao Iraque e a outras regiões devastadas pela guerra, sem jamais perder de vista o conflito que observou de perto no início de carreira.
     Durante esses anos, ela viu a Rússia suprimir uma rebelião islâmica em duas guerras sangrentas e o mundo se apavorar diante da ameaça de um novo episódio de terrorismo internacional. Em 2006, ela retornou à Tchetchênia e se deparou com uma sociedade ainda embrutecida. Encontrou crianças traumatizadas e percebeu, naquele cenário, a impossibilidade de crescimento sadio para pessoas que só haviam conhecido a guerra e que se acostumaram à violência.
     Depois de percorrer os vilarejos pobres da Tchetchênia e ouvir as histórias dramáticas de um povo marcado pelo sofrimento causado por guerras e confrontos, Seierstad viajou à capital do país para investigar junto aos poderosos as razões da atual miséria tchetchena e as políticas implementadas pelo governo no sentido de conduzir o país à prosperidade.

     Em Grozni a autora entrou em contato com universitários, ministros, assessores do governo e empresários, tendo oportunidade de registrar as ambigüidades de uma democracia autoproclamada envolta num véu de censura feroz. Ela visitou ainda instituições oficiais do país e observou o funcionamento de um aparelho burocrático servindo ao único propósito de incensar e promover o presidente da república, Ramzan Kadirov, que em entrevista aqui reproduzida não consegue dissimular os maniqueísmos de uma administração atroz e assassina. Um retrato emocionante, pessoal e preciso da Tchetchênia de hoje, Crianças de Grozni conta a história de uma terra violenta e de sua luta presente pela liberdade.
De costas para o mundo

    Depois do sucesso estrondoso de O livreiro de Cabul - ainda entre os 10 títulos mais vendidos no país - e de 101 dias em Bagdá, a norueguesa Asne Seierstad retorna com DE COSTAS PARA O MUNDO, obra que se tornou sucesso mundial como os dois primeiros. Nele, a jornalista constrói uma narrativa emocionante sobre as pessoas marcadas pelo mais sangrento conflito ocorrido no coração da Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial: a guerra da Bósnia, que devastou a Iugoslávia na década de 1990 e culminou em sua dissolução.
    Asne nos descortina um país marcado pela diversidade religiosa e cultural, habitado por católicos ortodoxos e muçulmanos. Conta como vizinhos antes pacíficos encheram-se de ódio uns pelos outros, perpetrando uma sucessão de guerras. Como repórter, Asne cobriu a guerra e os ataques aéreos da Otan contra o país. Alguns anos mais tarde, em 2000, movida pela curiosidade acerca de um povo que começou guerra após guerra, sem vencer jamais, ela retornaria a Iugoslávia.
     Através da vida de 13 sérvios - e com seu talento para capturar o cotidiano - ela consegue transmitir a essência desse povo. São fazendeiros, jornalistas, negociantes do câmbio negro, religiosos e até mesmo artistas, todos parte do mosaico de uma realidade em formação, da desintegração de um país e de uma nova ordem mundial. Com um timing perfeito, Asne desembarcou a tempo de testemunhar as manifestações contra Slobodan Milosevic. Naquele outubro, ela assistiu milhares tomarem Belgrado, o Parlamento e a emissora de TV estatal.
     Por meio de uma narrativa envolvente, quase literária, Asne democraticamente dá voz a todos. Do partidário de Milosevic que anseia por uma nova ditadura até os que acreditam que jamais aconteceu uma limpeza étnica em relação aos albaneses. De Costas Para o Mundo oferece um retrato único do cotidiano sérvio. Um estudo revelador da guerra e suas conseqüências.





terça-feira, 6 de julho de 2010

Parece improvável, mas há bons programas na TV Aberta. Confira!!!

Sustentáculos - TV Brasil

O programa foi vencedor do primeiro piching da TV Brasil e trata sobre temas de sustentabilidade. Toda segunda, às 20h30.

Sem Censura - TV Brasil

Sem Censura é um programa diário, de entrevista/debate, que traz diversos temas, e é comandado pela competente Leda Nagle. De Segunda à Sexta, às 16h.

Observatório da Imprensa - TV Brasil

Observatório da Imprensa é um website, programa de rádio e TV brasileiro cujo foco é a análise da atuação dos meios de comunicação em massa no país. Apresentado por Alberto Dinis, de Segunda à Sexta, às 22h.

Programa Receita pra dois - Record News

Todos os sábados, Edu Guedes comanda um programa que mistura uma boa receita, com uma divertida entrevista. Entre uma pergunta e outra, ele dá dicas sobre o prato que está sendo preparado. “Receita Pra Dois”, todo sábado, às 23 horas, na Record News.

Papo de Mãe - TV Brasil

Todo domingo, às 19h, está no ar o Papo de Mãe. Comadado por Mariana Kotscho e Roberta Manreza, o programa tem como proposta abrir espaço para os mais importantes temas envolvendo a maternidade e a criação de filhos, mas de um jeito informal, interativo, bem humorado e inclusivo.


De Frente com Gabi - SBT

A cada domingo Marília Gabriela recebe no De Frente com Gabi grandes nomes e trata de assuntos de interesse nacional. Política, economia, medicina, cultura e temas como pedofilia, eutanásia, bioética e sexo, entre tantos outros, estão na pauta do programa. De volta ao SBT, a competente jornalista Marília Gabriela, está de volta com seu programa de entrevistas que tem uma hora de duração. Todo domingo, à meia-noite.

Ver TV - TV Brasil

O VerTV é único programa de televisão no Brasil que discute o papel da TV na sociedade. No ar desde fevereiro de 2006, o programa cumpre uma das missões da TV pública que é a de promover uma reflexão ampla e aprofundada sobre o próprio veículo. Diante da importância política, econômica, cultural e artística que a televisão tem no Brasil esse tipo de análise torna-se imprescindível. Para isso são convidados especialistas de várias áreas que dialogam semanalmente com artistas, produtores, diretores de programas e jornalistas, entre outros. O VerTV é apresentado pelo jornalista e professor de comunicação Lalo Leal.

Dicas de Livros

Muito longe de Casa - Ishmael Beah.

Um garoto de doze anos é preso e obrigado a ser uma criança-soldado. Fã de hip hop e de boa literatura, Ishmael Beah, após passar a infância e a adolescência na roda-viva da guerra, foi reabilitado pela Unicef e teve a chance de contar o que qualquer ficção jamais conseguiria recriar. O texto é belíssimo, embora trate de um episódio terrível da história africana. Vale a pena entender como tantas crianças são recrutadas para a guerra.

Aconteceu na Manchete: as histórias que ninguém contou

Este livro reúne textos de profissionais que trabalharam em várias revistas da Bloch, depoimentos de jornalistas e de personalidades que mantiveram estreita ligação com a Revista Manchete. Fatos curiosos e históricos, reproduções fotográficas e surpreendentes revelações sobre a atuação jornalística e os bastidores da extinta Manchete completam esta obra que conta a história de uma das maiores editoras de revista do país.
Persépolis

Persépolis é uma autobiografia em quadrinhos da iraniana Marjane Satrapi. Recentemente foi publicada em volume único, que reúne as quatro partes da história. Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã no regime xiita. O livro é comovente e emocionante. Só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente,o humor se infiltra no drama ? e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar. É impossível não se emocionar com a  história de Marjane. Os diálogos são lindos e a narrativa é muito envolvente.

Jornalista: Profissão Mulher

A jornalista Lia Habib retrata histórias de vida e profissão de algumas das mais importantes mulheres que estão à frente da imprensa brasileira. O livro traz experiências, desafios e conquistas de algumas das mais importantes mulheres que estão fazendo história na imprensa e que souberam transformar sonhos em realizações. O livro reúne depoimentos de vinte e nove jornalistas. Alice-Maria, Andréa Dantas, Anne Porlan, Célia Pardi, Claudete Troiano, Cristina Poli, Diléa Frate, Eliane Cantanhêde, Fátima Bernardes, Glenda Kozlowski, Helena de Grammont, Joyce Pascowitch, Joyce Ribeiro, Maria Helena Amaral, Maria Lydia, Marilei Zanini, Mônica Pimentel, Mônica Waldvogel, Neide Duarte, Olga Bongiovanni, Renée Castelo Branco, Salette Lemos, Sílvia Poppovic, Silvia Sayão, Solange Serpa, Thaís Oyama, Theresa Walcacer, Vera Íris Paternostro e Yara Peres, que contam histórias do dia-a-dia na profissão, experiências de vida e falam sobre carreira, família, maternidade e relacionamentos.

O Beijo da Morte

Pra quem ama a mistura Jornalismo + história, O Beijo da Morte, é um romance-reportagem que trata de mortes misteriosas de grandes políticos brasileiros e até mesmo latino-americanos, entre os quais entre as quais JK, Jango e Lacerda. Segundo os autores, historiadores, estes políticos teriam sido vítimas de conspiração política internacional. De qualquer modo esses fatos ainda estão obscurecidos por falta de dados concretos.

A Ladeira da Saudade

Foi o primeiro livro que li quando criança. A partir dessa experiência, não larguei mais a literatura. A história é linda e apaixonante. Ladeira da Saudade é um romance escrito por Ganymédes José e foi publicado em 1984, o ano em que eu nasci. O livro fala sobre o amor de uma adolescente do século XX, em Ouro Preto, Minas Gerais, e sobre os preconceitos raciais e sociais. A personagem principal foi a inspiração para o nome da minha filha, Marília.

Corações de Pedra

Lançado em 1984, também foi escrito por Ganymédes José Santos de Oliveira, um dos mais influentes escritores da literatura infantil brasileira nos anos 70 e 80.

Aos Meus Amigos

O livro que inspirou a minissérie Queridos Amigos, de Maria Adelaide Amaral é um romance, baseado em fatos reais da vida da autora. A história gira em torno da morte do escritor e publicitário Leo (inspirado em Décio Bar, amigo da escritora, a quem o romance é dedicado). É o seu suicídio que, no agitado ano de 1989 (disputa feroz pela presidência da República entre Collor e Lula, fim dos anos 1980, queda do Muro de Berlim, começo do fim da Guerra Fria, fim do socialismo, ascensão dos EUA como única superpotência, expansão da AIDS, acirramento das questões ambientais e étnicas), mobilizará a retomada da 'velha turma', que vivera intensamente os ideais da esquerda nos anos da ditadura militar brasileira (1964-1985). Um reencontro feito também de desencontros, inclusive políticos.



















Violência contra a Mulher. Até quando?

     Caso Aracely, caso Daniela Perez, Caso Elisa. O tempo passa e a história se repete.

     Enquanto ser social e agente histórico, o papel da mulher na sociedade esteve sempre em constante transformação. A mulher pré-histórica, disputada pelos machos. A matriarca, que comandava o clã. A submissa que obedecia ao pai e ao marido. A escrava do eito, a ama de leite e a mucama da casa grande. A trabalhadora que foi em busca do seu lugar no mercado de trabalho. Todas essas mulheres tiveram em suas histórias algum episódio de violência.
     Hoje, a mulher pode ser piloto, policial ou presidente. Rica, pobre ou de classe média, ela tem sido cada vez mais vitimada pela violência, principalmente a que é cometida pelos seus parceiros.

     Pernambuco contabiliza centenas de mortes todos os anos. No entanto, a desgraça não é só nossa. Do Maranhão à Alemanha, “os monstros”, como ficam conhecidos, abusam, estupram, seqüestram e matam suas vítimas com requintes de crueldade, e demonstrando total naturalidade.

     Na maioria dos casos, o ciúme é a principal causa. Um grito, um tapa, uma porta batida com força, são sinais de uma futura agressão e podem dar o alerta que é hora de parar. Mas às vezes, quase sempre, a paixão tem cegado essas mulheres que suportam anos de um relacionamento violento, opressor e fracassado.

     A paixão, os filhos, um teto. Muitas, em pleno século XXI, não tem força para romper com as amarras de uma situação de risco. E se submetem.

     Milhões de mulheres no mundo vivem nesse momento, um ato de violência. Pais, padrastros, irmãos, maridos, namorados, amantes, amigos, desconhecidos...

     Não importa o motivo, o tipo de relacionamento, o caráter da mulher em questão. Nada justifica um ato de violência. O caso Bruno/Elisa tem dividido a opinião pública por ser a jovem uma modelo/Maria chuteira/atriz de filme pornô. Amante do jogador, desaparecida há quase um mês, ela pode ter sido esquartejada a mando do atleta. O motivo? Ela reivindicava o reconhecimento da paternidade do filho.

     Outro caso que tem repercutido é o de uma adolescente de 14 anos, estuprada por três rapazes menores. O caso está sendo abafado há mais de 40 dias em Florianópolis (Santa Catarina). A família é uma das mais conhecidas e ricas do Sul do país e tem feito de tudo para esconder o escândalo.

     Os garotos confessaram o crime através de mensagens em um site de relacionamento da internet e  demonstraram não temer uma suposta punição.

     O jovem, que confirmou o estupro pela internet, é filho de Sérgio Sirotsky, diretor da RBS (Rede Brasil Sul de Comunicação), que controla jornais, rádios e as emissoras de tevê afiliadas da Rede Globo em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além dele, outros dois adolescentes, um filho de um delegado da cidade e outro não identificado também teriam participado do estupro.

    Até quando continuaremos contabilizando as vítimas da violência?

Rebelde! Eu?

Sempre gostei de contestar...
Os pais, os professores, o governo,
Sempre quis explicações de tudo,
Nunca me conformava com o que me diziam,
Na escola, entrei no grêmio,
Na faculdade, entrei no movimento estudantil,
Lia tudo, via filmes, queria ser Cult, underground,
Uma mistura de rebelde com intelectual,
Comparecia às manifestações,
Apoiava os sem-terra, sem-teto, sem-tudo,
Não perdia o grito dos excluídos,
Dormia fora e não ligava,
Ia pra balada e nem me preocupava,
Não entendia e nem aceitava o que meus pais diziam,
Fiz piercing,
Fiz tatuagem,
Vesti preto,
Raspei a cabeça,
Pintei o cabelo de laranja,
Briguei com o sistema,
Li Marx, Discuti Foucault,
Ouvi Chico Buarque,
Dancei Chico Science,
Um dia eu não quis estudar,
Um dia o que eu mais queria era estudar,
E eu cresci...
Casei, tive filhos, virei careta?
E no meu repertório...
Não faltam canções de ninar,
Na minha agenda de compromissos...
Mais uma festinha infantil,
As reuniões agora, são na escola do meu filho,
Os livros que ando lendo?
Os de tabuada e gramática andam sempre comigo,
Meus medos?
Uma febre de 40 graus já é suficiente pra me desestruturar,
Checar emails, ir ao banco, pagar água, luz, telefone, aluguel, condomínio,
Correr pra casa e esquecer tudo na imensidão daquele sorriso,
Como educar?
Como dizer não, se eu contestei o não a minha vida inteira,
Vida inteira, até aqui,
Agora tudo mudou,
Já não dá mais pra sumir,
Não passar em casa pra almoçar,
Esquecer farmácia e supermercado, nem pensar,
E o que a gente brigava tanto com nossos pais,
Será que estamos repetindo agora?
É que agora, nós é que somos os pais da história...

Ser mãe!!!!!!!!!!

Ser mãe é...
• O maior presente que Deus concedeu à mulher
• O maior cuidado que alguém pode ter por outro ser humano
• O maior amor que um coração pode suportar
• É olhar no espelho e ver que as olheiras fazem parte do seu visual, e que a partir de agora todo investimento em corretivos e bases, vai valer muito a pena
• É ficar de 1h às 5h da manhã tentando convencer sua filha, que o bico do seu peito não é chupeta, e que vocês duas precisam dormir. De preferência, ela no berço dela, e você na sua cama
• É interromper uma fofoca com uma amiga ao telefone pra ir trocar mais uma fralda de cocô
• É dar banho num ser que só pesa 3kg e 500 gramas, limpar o umbigo e amamentar, como se você tivesse feito isso a vida inteira
• É implorar a sua médica, na hora das contrações, pra fazer um parto cesáreo, mas depois de agüentar toda a Dor, dizer com orgulho pra todo mundo, que parto normal não dói quase nada
• É deixar de tomar coca-cola e outros refrigerantes, café, leite integral e não comer chocolate de jeito nenhum, porque você morre de medo que sua filha tenha cólica
• É cair aos prantos no posto de saúde, na frente de todo mundo, porque sua filha vai tomar uma vacina com uma agulha enorme, que com certeza vai doer
• É orar a Deus todos os dias pra que nada de ruim nunca aconteça com ela
• É repensar em tudo o que você viveu com sua mãe e prometer pra si mesma que não irá cometer os mesmos erros
• É saber que até o fim de sua vida alguém dependerá do seu abraço, do seu sorriso, do seu amor...
• É nunca mais estar sozinha quando o marido sai pra trabalhar
• É abrir mão do trabalho, faculdade, saídas com os amigos, pra cuidar dela integralmente
• É não usar nenhum dos seus perfumes, pelo menos por enquanto, e usar apenas colônia de alfazema, porque você não quer que ela tenha nenhuma irritação com aquele cheiro forte
• É comer e tomar banho na maior rapidez do mundo porque ela pode acordar a qualquer momento precisando de você
• É levantar na melhor hora do sono, e se render aquele olhar que só pede você
• É vibrar de felicidade com cada quilo perdido após o parto e perceber que você está voltando ao peso que tinha antes da gravidez
• É agradecer a Deus todos os dias, por esse presente, essa benção, essa alegria, que enche todo dia, meu pequeno coração de MÂE!!!

Quem somos nós agora?

Um dia fomos amigos...
Trocávamos confidências...
Compartilhávamos ideais...
Ouvíamos as mesmas músicas...
Buscávamos objetivos comuns...
Sonhávamos os mesmos sonhos...
Dividíamos as amargas tristezas...
Consolávamos pelas derrotas...
Sentíamos a dor do outro...
Bebíamos da mesma alegria... e como bebiamos...
Entramos no barco, magros, inexperientes, alguns tímidos, outros nem tanto...
Sedentos de conhecimento, questionávamos tudo, partíamos pra briga,
Acreditávamos em tudo o que a gente dizia...
Mas nem tudo que a gente dizia, era verdade...

Quem nunca bebeu daquele vinho?
Quem nunca sentiu o cheiro daquela cana?
Quem nunca quase perdeu a hora no bar de Flavinha?
Quem nunca teve medo na estrada?
Quem nunca teve saudades de Nazaré?
Quem nunca brigou com professor?
Quem nunca aderiu ou pensou em entrar no movimento?
Quem nunca se confundiu com as siglas DA, DCE, CA, UJS, CEBS, CONEUPE, EREH, ENEH...

Após quatro anos, outros passaram mais tempo,
Saímos do barco e fomos pra vida...
Casamos, alguns continuam solteiros convictos,
Tivemos filhos,
Fomos para o mercado de trabalho,
Fizemos novas amizades,
Mudamos de partido, alguns de parceiro...
Mudamos até de religião...
Mas a vida nos separou...
Alguns continuam se vendo... bem poucos...
Mas a verdade é que nos separamos...
E logo nós, que considerávamos amigos inseparáveis...
A vida nos separou e ficaram as lembranças...

As fotos das viagens, das farras, dos encontros...
E quem somos nós agora? Depois de tudo isso?
O que sei, é que a vida não apaga as lembranças, os bons momentos, o carinho que um dia sentimos uns pelos outros...
E a todos que fizeram parte da caminhada, fica o sentimento de que, fomos todos importantes...
Intransigentes, intolerantes, talvez, mas o certo é que aprendemos muito da arte da convivência...
E com todos os erros e acertos, foi maravilhoso conviver com todos vocês...

Texto para todos que fizeram parte das muitas turmas da Universidade de Pernambuco.