Não há quem não seja impactado pelo fascínio que a televisão exerce sobre as pessoas. Quem já conheceu pessoalmente um estúdio de televisão sabe com mais exatidão do que eu estou falando. O “ser televisivo”, o “ser público” ou o “ser artista” despertam nas pessoas um misto de prazer, status e obsessão.
Por outro lado, o público reconhece fácil e rapidamente esses “seres notáveis”, desde o repórter que faz matérias policiais nas periferias das cidades, até as grandes estrelas do cinema internacional. Por isso, fazer parte desse mundo fascinante e fantasioso se tornou o sonho de muita gente.
A teoria dos quinze minutos de fama, de Andy Warhol, nunca foi tão verdadeira nos últimos dias. Realitys shows se multiplicam nas redes de televisão do mundo inteiro com os mais variados formatos. E é nessa busca, desmedida e desenfreada pela fama, que muitas pessoas destroem não só a própria imagem, como também a própria vida.
A separação do público e do privado quase não existe mais. Seja em sites de relacionamento ou em redes sociais, pessoas expõem diariamente sua intimidade, divulgando inclusive momentos de humilhação e violência.
Já não basta ter um bom motivo para “estar na mídia”. É preciso estar nela a qualquer custo. Tudo é utilizado como ferramenta para a exposição. Estamos cercados por todos os lados. Câmeras em toda parte, inclusive em nossos bolsos, dão visibilidade a todo tipo de episódio. E a TV que fascina, também ilude. Promove as celebridades, e esquece delas quando lhe convém. Famosos instantâneos surgem a todo o momento, e esse fenômeno perpetuado diariamente pelos meios de comunicação, poderia e deveria ceder seus “quinze minutos de fama”, a personalidades realmente importantes.
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