Magreza não significa saúde!. É certo que a obesidade, na maioria dos casos, pode trazer alguns riscos. Mas não é disso que estou falando. Falo da magreza excessiva, da rigorosa silhueta imposta às modelos, das roupas de manequim pequeno, das empresas que muitas vezes “vetam” as gordinhas do seu quadro de funcionários, dos estilistas que só desenham para corpos minúsculos, das revistas que exaltam a magreza nas suas capas. Falo principalmente das mulheres que fazem loucuras para se enquadrar num modelo que não é seu por natureza.
Fazemos dietas malucas e sem acompanhamento médico, realizamos cirurgias plásticas desnecessárias, gastamos fortunas em shakes e cremes redutores, e o que é pior, nos sentimos tristes e não temos orgulhos dos nossos corpos diante do espelho.
Buscamos um corpo que não é nosso. E os cabelos? Quantos tratamentos para alisar. Escova marroquina, inteligente, progressiva, italiana, de chocolate, de açúcar, e tantas outras. Às vezes, parece difícil admitir que somos lindas!. Vestindo 36 ou 48, com cabelo liso ou crespo, cada uma é o que é, e precisa respeitar o corpo que tem.
Vamos nos cuidar sim. Ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, usar hidratantes, cremes, mas não precisamos ser escravas de um padrão que parte da sociedade considera ideal. Não vale a pena querer ter uma imagem que não condiz com o nosso espelho. Querer ser o que não somos, é sinônimo de baixa auto-estima e pouco amor próprio.

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