sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Qual é o nosso limite?

Até onde nós podemos chegar, ou até onde precisamos chegar?
Dois trabalhos, uma faculdade, uma casa, um marido, uma filha, família, amigos, irmãos...
Temos toda uma vida pra administrar e estamos o tempo todo testando nossos limites.
Nos esticamos como um elástico que está a ponto de se romper.
Somos cobradas para sermos perfeitas.
Mulher, mãe, esposa, profissional, dona de casa, parente, amiga.
Hoje vejo mulheres que abriram mão do pedreiro, do pintor, do encanador...
Fazem tudo. Compras, contas, consertos, pinturas, construções.
A sociedade nos cobra. Nós nos cobramos. E nessa cobrança infinita...
Nos esquecemos de ser feliz.
De fazer só o que gostamos e realmente queremos.
Quero a liberdade.
De acordar tarde. De comer besteira. De ir ao cinema na segunda-feira.
De fazer um arroz grudado, um feijão queimado, e bolo solado.
Sem ninguém pra reclamar.
Entendam.
Não sou super-herói.
Mas também não quero ser uma coisa só.
Quero ser muitas. Mas quero ser eu mesma sempre.
Ter minhas opiniões e atitudes. Ser coerente comingo mesma.
Por isso, de vez em quando é bom para um pouco.
E ver que precisamos impor limites a nós mesmas.
Mesmo que de vez em quando nos sintamos como um elástico a ponto de se romper.
É preciso recuar.
Pesar os prós e os contras.
Escolher o que vale a pena, e o que vai fazer bem, pra nós e pra quem está ao nosso redor.
O nosso limite é a nossa felicidade.
Você está sendo feliz com sua rotina?
Com todos os papéis que atribuiu a si mesma?
Então ponto final. Isso é o que vale.

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